IGMR Nº 2 – TESTEMUNHO DE FÉ INALTERÁVEL

missal romano

TESTEMUNHO DE FÉ INALTERÁVEL

2. A natureza sacrificial da Missa, solenemente afirmada pelo Concílio de Trento [1], de acordo com toda a tradição da Igreja, foi mais uma vez formulada pelo II Concílio do Vaticano, quando, a respeito da Missa, proferiu estas significativas palavras: “O nosso Salvador, na última Ceia, instituiu o sacrifício eucarístico do seu Corpo e Sangue, com o fim de perpetuar através dos séculos, até à sua vinda, o sacrifício da cruz e, deste modo, confiar à Igreja, sua amada Esposa, o memorial da sua Morte e Ressurreição” [2].

Esta doutrina do Concílio, encontramo-la expressamente enunciada, de modo constante, nos próprios textos da Missa. Assim, o que já no antigo Sacramentário, vulgarmente chamado Leoniano, se exprimia de modo inequívoco nesta frase: “todas as vezes que celebramos o memorial deste sacrifício, realiza-se a obra da nossa redenção” [3], aparece-nos desenvolvido com toda a clareza e propriedade nas Orações Eucarísticas. Com efeito, no momento em que o sacerdote faz a anamnese, dirigindo-se a Deus, em nome de todo o povo, dá-Lhe graças e oferece-Lhe o sacrifício vivo e santo, isto é, a oblação apresentada pela Igreja e a Vítima, por cuja imolação quis o mesmo Deus ser aplacado [4]; e pede que o Corpo e Sangue de Cristo sejam sacrifício agradável a Deus Pai e salvação para todo o mundo [5].

Deste modo, no novo Missal, a norma da oração (lex orandi) da Igreja está em consonância perfeita com a perene norma de fé (lex credendi). Esta ensina-nos que, exceto o modo de oferecer, que é diverso, existe perfeita identidade entre o sacrifício da cruz e a sua renovação sacramental na Missa por Cristo Senhor instituída na última Ceia, ao mandar aos Apóstolos que a celebrassem em memória d’Ele. Consequentemente, a Missa é ao mesmo tempo sacrifício de louvor, de ação de graças, de propiciação e de satisfação.

notas:

[1] Conc. de Trento, Sessão XXII, 17 de Setembro de 1562: DS 1738-1759.

[2] II Conc. do Vaticano, Const. sobre a sagrada Liturgia, Sacrosanctum Concilium, 47; cf. Const. dogm. sobre a Igreja, Lumen gentium, 3, 28; Decr. sobre o ministério e a vida dos Presbíteros, Presbyterorum ordinis, 2, 4, 5.

[3] Missa vespertina na Ceia do Senhor, oração sobre as oblatas. Cf. Sacramentarium Veronense, ed. L.C. Mohlberg, n. 93.

[4] Cf. Oração eucarística III.

[5] Cf. Oração eucarística IV.

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